Ricardo
Gouvêa é natural da cidade do Rio de Janeiro, tem 41 anos. Ricardo é graduado em Bacharel
em Turismo pela UniverCidade, já atuou em diversos hotéis pelo Rio de Janeiro,
sendo seu último emprego como Supervisor de Room Service da Belmond Copacabana
Palace.
Conheci
Ricardo Gouvêa quando me tornei sua estagiária em 2019, onde ele me ensinou e
me incentivou muito em relação a carreira no mundo do turismo. E a partir disso,
decidi entrevistá-lo.
Você possui graduação em Turismo pela UniverCidade, depois de formado sempre atuou na área. Porque escolheu turismo?
Ricardo:
O
turismo me escolheu mesmo antes de eu escolher o turismo. Sou um privilegiado
em ter nascido em uma família que gosta de viajar e entende a importância
cultural e para a saúde mental. Desde criança sempre viajando com meus pais,
tios e até sozinho (com agência). Acho interessante conhecer novas culturas,
novos sabores, novos hábitos, novas experiencias. Ainda adolescente estudei
inglês e espanhol e isso também foi um fator fundamental para se ter uma base e
seguir em frente no turismo.
Sua experiência com o Turismo sempre foi mais
voltada a Hotelaria. Já atuando também como supervisor de Room Service do
nomeado hotel Copacabana Palace. Quais são os desafios que você já enfrentou
como supervisor de Room Service na área hoteleira?
Ricardo: Já no meu primeiro
estágio que foi na hotelaria no Pestana Rio Atlantica comecei a conhecer a
hotelaria, não era a minha intenção, mas pelo meu desempenho fui contratado
para área de Controladoria, atuava como Auditor Jr. Conhecendo o hotel como um
todo fiquei muito interessado pela parte de A&B, gastronomia, custos,
logística e assim fui passando por hotéis como Mariana Palace, Othon Palace, e
por fim atuando como Supervisor de Room Service no Belmond Copacabana Palace
onde passei meus últimos 9 anos.
O desafio de cada dia varia de acordo com o
perfil de cada hotel, mas basicamente é superar a expectativa que foi criada, é
realizar sonhos. No mundo das redes sociais você sempre vê as postagens do
outros e já viaja querendo aquilo ou mais.
Neste último hotel, por exemplo, que é voltado
ao mercado de luxo e hóspedes muito VIPs você precisa fazer com que eles se
sintam em casa e queiram sempre retornar. Então precisamos ter insumos de
qualidade, às vezes até mesmo importados; correr atrás para que tudo o que
deseja tenha disponível, para o hóspede não tenha que ouvir um “Não temos Sr”
ou “Não é possível”, isso não pode existir para um hóspede que está disposto a
pagar uma tarifa bem cara.
Às vezes é uma missão quase impossível, mas é
prazeroso realizar desejos que foram pedidos de última hora.
Fale um pouco sobre o setor de Room Service dos
hotéis.
Ricardo: Existem muitos hóspedes
que preferem ficar em seus quartos confortáveis ao ter que sair para comer e é
nessa hora que entramos em cena.
É um setor presente em quase todos os hotéis, o
número de colaboradores variaram de acordo com a demanda, operava com 16
colaboradores divididos em 3 turnos.
Alguns Room Services fazem seus horários
específicos de funcionamento, mas para um hotel ser 5 estrelas ele precisa
operar por 24 horas, às vezes de forma simples e às vezes bem complexa ou
completa. Em seus cardápios as opções vão de café da manhã passando por pratos,
sanduiches, sobremesas e até jantares elaborados.
Sempre trabalhei com a intenção de levar ao hóspede uma experiência gastronômica com serviço completo de mesa e etiqueta, com materiais de qualidade. Basicamente uma extensão do restaurante. Onde também fazíamos pequenos eventos, jantares, pedidos de casamentos, operação de amenities, catering e entre outros.

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