Em janeiro de 2019, navegando
na internet no grupo do meu curso de Gestão em Turismo no Facebook, prestes a
começar meu 3º período da faculdade, encontrei um anúncio de recrutamento de
voluntários em turismo. O intuito do trabalho voluntário em turismo era guiar
pessoas deficientes visuais em um passeio de barco, auxiliando-os a levarem até
ao banheiro ou até ao metrô/Uber. E eu pensei, por que não? Sempre tive vontade
de fazer um trabalho voluntário e contaria também para meu currículo uma
experiência a mais, afinal o trabalho voluntariado tinha direito a certificado.
Uma semana antes da realização
do trabalho voluntário, o Ministério do Turismo publicou na sua conta do
Twitter um vídeo da Câmara dos Deputados no YouTube ensinando a como se portar
como um guia de deficientes visuais. Achei super bacana da parte deles e
aprendi muito com o vídeo, isso se chama turismo acessível. Pequenos detalhes
em que não fazemos a mínima ideia, faz toda diferença para um cego na hora de
guiá-lo.
Pois
bem, dia 9 de fevereiro chegou, dia do trabalho voluntário, sai correndo do
estágio para a Marina da Glória. O passeio de barco já estava acontecendo e eu
e outros voluntários ficamos aguardando a chegada do barco.
Assim que eles chegaram fomos
ajudar a tirá-los de lá. Muito são independente e não precisam de ajuda, o
detalhe é primeiramente perguntar se precisam de ajuda. Tivemos que esperá-los
sair todos juntos do barco para não se perderem, alguns me perguntavam onde
estava a sombra, pois estavam com muito calor e outros queriam ir ao banheiro.
Eu e outras voluntárias levamos para a sombra e ficamos aguardando o Uber,
outra voluntária levou ao banheiro e outros voluntários levaram para o metrô.
Na hora em que o Uber chegou e viu que se tratavam de cegos quis passar direto,
mas não deixamos paramos-o conseguiram seguir viagem.
Foi um trabalho tranquilo e
divertido, em que tive uma experiência bem legal. No início estava um pouco
nervosa em como tratá-los, se eu me sairia bem, dei alguns vacilos, porque
temos que realmente pensar em cada detalhe sobre o conforto deles, pois estamos
acostumados com a nossa visão e esquecemos que eles não. Mas por fim consegui
guiá-los da forma correta até a sombra e o Uber. E me agradeceram com muito
carinho que irei guardar para sempre.
Informação extra:
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